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Vacinação – perguntas frequentes

Em entrevista ao blog Auge, um dos especialistas da Clínica Auge, o Dr. Leonardo Vinícius de Andrade (CRM-MG 54.599), esclarece as principais dúvidas sobre a vacinação, fala sobre os efeitos adversos e sua opinião sobre o papel das redes sociais na divulgação de informações médicas.

Quais foram os impactos para a saúde pública da imunização sistemática?

Além da diminuição da mortalidade infantil, sobrevida maior da população, diminuição de índice de algumas doenças antes incuráveis, as vacinas são responsáveis pelo controle de doenças epidêmicas graves, reduzindo um número de mortes e incapacidades. O desenvolvimento tecnológico aumentou a eficácia dos produtos com menor taxa de efeito adverso. As vacinas hoje têm muito menos efeitos adversos do que antigamente. Eventos adversos graves são raramente encontrados, cuja associação causal com a aplicação da vacina na grande maioria das vezes é de difícil correlação. Então, é uma correlação explícita.

Quais são os benefícios da vacinação para a população quando realizada dentro das indicações médicas?

Entre os principais benefícios, podemos citar: a diminuição do índice de mortalidade; o aumento da sobrevida, diminuição da mortalidade infantil; a diminuição de algumas doenças crônicas incapacitantes; e a proteção de barreira (os vacinados protegem o restante da população não vacinada de algumas doenças).

E quais são os riscos de não seguir essas indicações?

Os riscos da criança, adolescente ou adulto desenvolverem uma complicação séria em função da vacina são muito menores do que as pessoas contraírem a doença. Não tem nem comparação. Isso não é só uma percepção pessoal minha, isso é comprovado cientificamente.

Os efeitos colaterais das vacinas contra indicam sua utilização?

Os efeitos colaterais das vacinas são infinitamente inferiores aos benefícios dela. Hoje algumas clínicas já dão suporte pós vacinal a essas reações. O acesso ao médico é importante para evitar eventuais complicações pós vacinais.

A concentração de vacinas na primeira infância pode trazer algum risco?

Não tem riscos. Os calendário vacinais são protocolados de forma segura para garantir maior benefício em detrimento aos riscos.

Têm surgido alguns movimentos contra vacinação no mundo. Como você vê esse posicionamento?

Não se vacinar ou impedir que as crianças, os adolescentes e os idosos se vacinem pode causar enormes problemas para a saúde pública como surgimento de doenças graves ou retorno de agravos em forma epidêmica, como a poliomelite, a rubéola, o sarampo, entre outros.

Muitas campanhas antivacina são fomentadas por não especialistas, a partir das redes sociais. Você considera que o excesso de informação está prejudicando a desconfiança do público quanto à importância da vacinação?

Eu vejo as redes sociais como uma forma positiva para alertar pais, filhos e idosos sobre a vacinação. Acho que as pessoas estão cada vez mais conscientes sobre a necessidade de vacinação. A meu ver o movimento antivacina é um modismo de uma porcentagem pequena da população.

Quais os riscos individuais e para a saúde pública dos movimentos antivacina?

Os maiores riscos são o ressurgimento de doenças antes controladas, colocando a população em risco. Uma população que muitas vezes não têm como escolher, como as crianças.

Que fontes de informação você indica sobre o tema?

Primeiro, a orientação médica é sempre importante. Depois, existem os calendários da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) e os sites das sociedades médicas: Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Sociedade Brasileira de Clínica Médica como fontes de informação.

Quais são as perspectivas sobre o desenvolvimento das vacinas?

O mercado cada vez se atenta mais para o surgimento de novas vacinas. Recentemente tivemos o surgimento da vacina contra Herpes zóster, e contra a Dengue, que é mais recente. E já existem estudos para o desenvolvimento de vacinas para outras doenças.

Quais são as ações / contribuições da Clínica Auge nesse processo da vacinação?

Além da orientação individual dos médicos que atuam na clínica Auge com seus pacientes, prestamos boas informações em mídias sociais, no site com informações como calendário vacinal, reações adversas e o benefício das vacinas. E a instalação de clínicas de vacinação no interior, que é um programa nosso para descentralizar as clínicas de vacina e ampliar o acesso.

Ficou mais alguma dúvida? Envie abaixo e em breve nossos especialistas responderão aqui no Blog.

  • Dr. Leonardo Vinícius de Andrade - CRM-MG 54.599 / RQE 36.957 Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2011.
    Especialização em Geriatria pelo Instituto Jenny de Andrade Faria, Hospital das Clínicas da UFMG.
    Geriatra titulado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
    Responsável Técnico da Clínica AUGE.
    Áreas de atuação:
    Clínica Médica
    Geriatria
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Vacinas por tipo

Vacinas por tipo

Faixa etáriaIndicação
Criança - 0 a 10 anosDose única ao nascer
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Intervalo das doses: 0 - 6 - 12 meses.
Faixa etária: 9 a 45 anos.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosTrês doses - 9 anos
Adolescente - 11 a 19 anosTrês doses com intervalo de seis meses (0 - 6 - 12 meses).
GestanteNão vacinar na gestação.
Adulto - 20 a 59 anos• Três doses com intervalo de seis meses (0 - 6 - 12 meses).
• Licenciada para adultos até 45 anos.
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 9 meses
2ª dose - 4 anos
Adolescente - 11 a 19 anosUma dose para residentes ou viajantes para áreas com recomendação de vacinação (de acordo com classificação do MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais.
Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.
GestanteContraindicada na gestação. Porém, o médico deve avaliar sua utilização quando os riscos de adquirir a doença superam os riscos potenciais da vacinação.
Adulto - 20 a 59 anosUma dose para residentes ou viajantes para áreas com recomendação de vacinação (de acordo com classificação do MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais.
Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.
Idoso - mais de 60 anosRotina para residentes em áreas de vacinação:
• Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do Ministério da Saúde / MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais.
• Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 2 meses
2ª dose - 4 meses
3ª dose - 6 meses
Reforço - 15 a 18 meses
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 12 meses
2ª dose - 18 meses
Adolescente - 11 a 19 anosduas doses, esquema 0 - 6 meses.
GestanteRecomendada em situações especiais
Adulto - 20 a 59 anosduas doses, no esquema 0 - 6 meses.
Idoso - mais de 60 anosapós avaliação sorológica ou em situações de exposição ou surtos: duas doses, no esquema 0 - 6 meses.
Faixa etáriaIndicação
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - ao nascer
2ª dose - 2 meses
3ª dose - 6 meses
Adolescente - 11 a 19 anosNão vacinados na infância - três doses, no esquema 0-1-6 meses
GestanteTrês doses, no esquema 0-1-6 meses
Adulto - 20 a 59 anosIndivíduos não vacinados anteriormente - três doses, no esquema 0-1-6 meses
Idoso - mais de 60 anosRotina - três doses, no esquema 0-1-6 meses
Comentários Hepatite B: a) aplicar a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida. b) O esquema de quatro doses pode ser adotado quando é utilizado uma vacina combinada que inclua a vacina hepatite B, ou seja, a primeira dose ao nascer, com a vacina isolada, e aos 2, 4, 6 meses de idade com o DTPw-HB-Hib ou DTPa-HB-VIP-Hib. c) Se mãe HBsAg+, administrar vacina nas primeiras 12 horas de vida e HBIG o mais precocemente possível (até sete dias após o parto).
Faixa etáriaIndicação
Criança - 0 a 10 anos-
Adolescente - 11 a 19 anosPara menores de 16 anos: duas doses aos 0 - 6 meses.
A partir de 16 anos: três doses aos 0 - 1 - 6 meses
GestanteRecomendada em situações especiais
Adulto - 20 a 59 anosTrês doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.
Idoso - mais de 60 anosQuando recomendadas as duas vacinas - Três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses
Faixa etária:
- Homens de 9 a 26 anos.
- Mulheres de 9 a 45 anos.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos3 doses - 9 meses
Adolescente - 11 a 19 anos• Se não iniciado o esquema de vacinação aos 9 anos, a vacina HPV deve ser aplicada o mais precocemente possível. O esquema de vacinação para meninas e meninos é de três doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses.
GestanteNão vacinar na gestação. Se a mulher tiver iniciado esquema antes da gestação, suspendê-lo até puerpério.
Adulto - 20 a 59 anosTrês doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses.
Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: HPV4, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e homens de 9 a 26 anos; e HPV2, licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade.
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosDose anual. Duas doses na primovacinação antes dos 9 anos de idade - entre 3 meses e 10 anos
Adolescente - 11 a 19 anosDose única anual.
GestanteDose única anual.
Adulto - 20 a 59 anosDose única anual.
Idoso - mais de 60 anosRotina - Dose única anual.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 3 meses
2ª dose - 5 meses
3ª dose - 7 meses
Reforço - entre 12 e 15 meses
Adolescente - 11 a 19 anosDuas doses com intervalo de um a dois meses.
GestanteRecomendada em situações especiais
Adulto - 20 a 59 anosDuas doses com intervalo de um a dois meses. A indicação dependerá da situação epidemiológica
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosduas ou três doses, dependendo da vacina utilizada - entre 3 e 7 meses
menACWY - entre 12 e 15 meses
menACWY - entre 5 e 6 anos
Adolescente - 11 a 19 anosVer menACWY
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anosVer menACWY
Idoso - mais de 60 anosVer menACWY
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosmenACWY - entre 12 e 15 meses
menACWY - entre 5 e 6 anos
Adolescente - 11 a 19 anosPara não vacinados na infância: duas doses com intervalo de cinco anos.
Para vacinados na infância: reforço aos 11 anos ou cinco anos após o último reforço na infância.
GestanteRecomendada em situações especiais
Adulto - 20 a 59 anosUma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão
da situação epidemiológica.
Idoso - mais de 60 anosUma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação epidemiológica.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 2 meses
2ª dose - 4 meses
3ª dose - 6 meses
Reforço - entre 12 e 15 meses
Adolescente - 11 a 19 anos-
GestanteRecomendada em situações especiais
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 2 meses
2ª dose - 4 meses
3ª dose - 6 meses
Reforço - 15 a 18 meses
Reforço - 4 a 5 anos
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosDias Nacionais de Vacinação - entre 12 meses e 4 anos
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosDuas ou três doses, de acordo com o fabricante - entre 2 e 8 meses
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 2 meses
2ª dose - 4 meses
3ª dose - 6 meses
Reforço - 15 a 18 meses
Reforço - 4 ou 5 anos
Reforço - 9 ou 10 anos
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anosRotina - entre 9 e 10 anos
Adolescente - 11 a 19 anos-
Gestante-
Adulto - 20 a 59 anos-
Idoso - mais de 60 anos-
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos-
Adolescente - 11 a 19 anosCom esquema de vacinação básico completo: dose de reforço dez anos após a última dose.
Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
GestantePreviamente vacinada, com pelo menos três doses de vacina contendo o componente tetânico - Uma dose de dTpa (entre a 27a e 36a semana de gestação).
Em gestantes com vacinação incompleta tendo recebido apenas uma dose de vacina contendo o componente tetânico - Uma dose de dT e uma dose de dTpa, sendo que a dTpa deve ser aplicada entre a 27a e a 36a semana de gestação. Respeitar intervalo mínimo de um mês entre elas.
Em gestantes com vacinação incompleta tendo recebido apenas duas doses de vacina contendo o componente tetânico - Uma dose de dTpa (entre a 27a e 36a semana de gestação).
Em gestantes com vacinação desconhecida - Duas doses de dT e uma dose de dTpa, sendo que a
dTpa deve ser aplicada entre a 27a e a 36a semana de gestação. Adotar esquema 0 - 2 - 4 meses ou 0 - 2 - 6 meses. Respeitar intervalo mínimo de um mês entre elas
Adulto - 20 a 59 anosCom esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa a cada dez anos
Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
Para indivíduos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).
Idoso - mais de 60 anosPara indivíduos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).
Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 12 meses
2ª dose - entre 15 e 24 meses
Adolescente - 11 a 19 anosÉ considerado protegido o adolescente que tenha recebido duas doses acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas.
GestanteNão vacinar na gestação.
Adulto - 20 a 59 anosÉ considerado protegido o indivíduo que tenha recebido duas doses acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas.
Idoso - mais de 60 anosEm situação de risco aumentado - É considerado protegido o idoso que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas, ou que tenha seguramente desenvolvido as doenças.
Faixa etáriaEsquema
Criança - 0 a 10 anos1ª dose - 12 meses
2ª dose - entre 15 e 24 meses
Adolescente - 11 a 19 anosPara suscetíveis: duas doses. Para menores de 13 anos: intervalo de três meses.
A partir de 13 anos: intervalo de um a dois meses.
GestanteNão vacinar na gestação.
Adulto - 20 a 59 anosPara suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses.
Idoso - mais de 60 anos-

Alguma dúvida sobre vacinas?

Envie sua dúvida e retornaremos em breve.

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Calendário de Vacinas

Calendário de Vacinas

 
  • Prematuro
  • Criança - 0 a 10 anos
  • Adolescente - 11 a 19 anos
  • Gestante
  • Adulto - 20 a 59 anos
  • Idoso - mais de 60 anos
VACINAESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES
BCG IDDose única. Se o peso ao nascimento < 2.000 g, adiar a vacinação até que o recém nascido atinja peso maior ou igual a 2.000 g.
Anticorpo monoclonal
específico contra o VSR
(palivizumabe)
Estão recomendadas doses mensais consecutivas de 15 mg/kg de peso, via intramuscular, até no máximo cinco aplicações para os seguintes grupos:
• Prematuros até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida.
• Prematuros até 32 semanas gestacionais, nos primeiros seis meses de vida.
• Bebês com Doença Pulmonar Crônica da Prematuridade e/ou Cardiopatia Congênita, até o segundo ano de vida, desde que esteja em tratamento destas patologias nos últimos seis meses.
• Utilizar inclusive em RNs hospitalizados.
Hepatite BObrigatoriamente quatro doses (esquema 0 - 2 - 4 - 6 meses ou 0 - 1 - 2 - 6 meses), em RNs nascidos com peso inferior a 2.000 g ou idade gestacional menor que 33 semanas, sendo a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida.
RotavírusVacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
• Vacina atenuada oral, portanto contraindicada em ambiente hospitalar.
Tríplice bacteriana
(difteria, tétano,
coqueluche)
• Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
• Para RNs prematuros, hospitalizados ou não, utilizar preferencialmente vacinas acelulares.
Haemophilus
influenzae b
Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
• O reforço da vacina Hib deve ser aplicado nessas crianças aos 15 meses de vida.
Poliomielite inativada
(VIP)
Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
Pneumocócica
conjugada
Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
MeningocócicasVacinar na idade cronológica, iniciando aos 3 meses de vida. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
InfluenzaVacinar na idade cronológica, iniciando a partir dos 6 meses de vida, de acordo com a sazonalidade do vírus. Ver aba "Criança de 0 a 10 anos".
Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB)Paras RNs de mães portadoras do vírus da hepatite B: 0,5 mL via intramuscular.
Imunoglobulina humana antivaricela-zóster (IGHVZ)Está recomendada nas seguintes situações:
• Para prematuros nascidos entre 28 semanas e 36 semanas de gestação expostos à varicela, quando a mãe tiver história negativa para varicela.
• Para prematuros nascidos com menos de 28 semanas de gestação ou com menos de 1.000 g de peso expostos à varicela, independente da história materna de varicela.
• A dose é de 125 UI por via IM e deve ser aplicada até 96 horas de vida do RN.
Imunoglobulina
humana antitetânica
(IGHAT)
Está recomendada na dose de 250 UI, por via IM. Para RNs prematuros com lesões potencialmente tetanogênicas, independentemente da história vacinal da mãe.
VACINADOSE
BCG IDDose única
Hepatite B1ª dose
VACINADOSE
Hepatite B2ª dose
Tríplice bacteriana1ª dose
Haemophilus
influenzae b
1ª dose
Poliomielite1ª dose
Rotavírus1ª dose
Pneumocócica
conjugada
1ª dose
VACINADOSE
Meningocócica B1ª dose
VACINADOSE
Tríplice bacteriana2ª dose
Haemophilus
influenzae b
2ª dose
Poliomielite2ª dose
Rotavirus2ª dose
Pneumocócica
conjugada
2ª dose
VACINADOSE
Meningocócia2ª dose
VACINADOSE
Hepatite B3ª dose
Tríplice bacteriana3ª dose
Haemophilus
influenzae b
3ª dose
Poliomielite3ª dose
Rotavirus3ª dose
Pneumocócica
conjugada
3ª dose
VACINADOSE
Meningocócia3ª dose
VACINADOSE
Febre AmarelaDose inicial
VACINADOSE
Hepatite A1ª dose
Tríplice viral1ª dose
Varicela1ª dose
Pneumocócica conjugadaReforço
Meningocócica BReforço
Meningogócica ConjugadaMenACWY
VACINADOSE
Tríplice viral2ª dose
Varicela2ª dose
Tríplice bacteriana1º Reforço
Haemophilus
influenzae b
1º Reforço
Poliomielite1º Reforço
VACINADOSE
Hepatite A2ª dose
VACINADOSE
Febre amarela2ª dose
Tríplice bacteriana2º reforço
Poliomelite2º reforço
VACINADOSE
Meningocócica ConjugadaMenACWY
VACINADOSE
Tríplice bacteriana3º Reforço
HPV1ª dose
2ª dose (seis meses após a primeira)
3ª dose (5 anos após a primeira)
Tríplice bacteriana acelular tipo adultoRotina
Dengue3 doses
VACINAESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES
Hepatite ADuas doses, no esquema 0 - 6 meses
Hepatite BTrês doses, esquema 0 - 1 - 6 meses.
Hepatite A e Bpara menores de 16 anos: duas doses aos 0 - 6 meses.
A partir de 16 anos: três doses aos 0 - 1 - 6 meses.
HPV• Se não iniciado o esquema de vacinação aos 9 anos, a vacina HPV deve ser aplicada o mais precocemente possível. O esquema de vacinação para meninas e meninos é de três doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses.
• O PNI adotou esquema de vacinação com duas doses (0 - 6 meses), exclusivamente para meninas de 9 a 13 anos, com a vacina HPV4.
Tríplice bacteriana
acelular do
tipo adulto
(difteria, tétano e
coqueluche) – dTpa
ou dTpa-VIP
Com esquema de vacinação básico completo: dose de reforço dez anos após a última dose.
Dupla adulto
(difteria e tétano)
– dT
Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)É considerado protegido o adolescente que tenha recebido duas doses acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas.
VACINAESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES
Tríplice bacteriana
acelular do tipo adulto
(difteria, tétano e
coqueluche) – dTpa ou
dTpa-VIP


Dupla adulto (difteria
e tétano) – dT
Histórico vacinalConduta na gestação
Previamente vacinada, com pelo menos três doses de vacina contendo o componente tetânico.Uma dose de dTpa (entre a 27a e 36a semana de gestação).
Em gestantes com vacinação incompleta tendo recebido apenas uma dose de vacina contendo o componente tetânico.Uma dose de dT e uma dose de dTpa, sendo que a dTpa deve ser aplicada entre a 27a e a 36a semana de gestação.
Respeitar intervalo mínimo de um mês entre elas.
Em gestantes com vacinação incompleta tendo recebido apenas duas doses de vacina contendo o componente tetânico.Uma dose de dTpa (entre a 27a e 36a semana de gestação).
Em gestantes com vacinação desconhecida.Duas doses de dT e uma dose de dTpa, sendo que a dTpa deve ser aplicada entre a 27a e a 36a semana de gestação. Adotar esquema 0 - 2 - 4 meses ou 0 - 2 - 6 meses. Respeitar intervalo mínimo de um mês entre elas.
Hepatite BTrês doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.
Influenza (gripe)Dose única anual.
VACINAESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES
Tríplice bacteriana
acelular do tipo adulto
(difteria, tétano e coqueluche) – dTpa
ou dTpa-VIP


Dupla adulto (difteria
e tétano) – dT
Atualizar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT.
Com esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa a cada dez anos.
Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
Para indivíduos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).
A dTpa-VIP pode substituir a dTpa.
Hepatites A, B ou A e BHepatite A: duas doses, no esquema 0 - 6 meses.
Hepatite B: três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.
Hepatite A e B: três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.
Febre amarelaUma dose para residentes ou viajantes para áreas com recomendação de vacinação (de acordo com classificação do MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais.
Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.
HPVTrês doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses.
Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: HPV4, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e homens de 9 a 26 anos; e HPV2, licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade.
Dengue• Três doses com intervalo de seis meses (0 - 6 - 12 meses).
• Licenciada para adultos até 45 anos.
Varicela (catapora)Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses.
Meningocócica BDuas doses com intervalo de um a dois meses. A indicação dependerá da situação epidemiológica.
PneumocócicasA vacinação entre 50-59 anos com VPC13 fica a critério médico.
Herpes zósterUma dose. Licenciada a partir dos 50 anos, ficando a critério médico sua recomendação a partir dessa idade.
VACINAQUANDO INDICARESQUEMAS E RECOMENDAÇÕES
Influenza (gripe)RotinaDose única anual.
Pneumocócicas
(VPC13) e (VPP23)
RotinaIniciar com uma dose da VPC13 seguida de uma dose de VPP23 seis a 12 meses depois, e uma segunda dose de VPP23 cinco anos depois da primeira.
Febre amarelaPara residentes
em áreas de vacinação,
após avaliação
de risco/ benefício.
• Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do Ministério da Saúde / MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de
determinadas viagens internacionais.
• Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.
Herpes zósterRotinaUma dose.
Meningocócica
conjugada ACWY
Surtos e viagens para
áreas de risco.
Uma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação epidemiológica.
Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP

Dupla adulto (difteria
e tétano) – dT
RotinaAtualizar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT.
• Com esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa a cada dez anos.
• Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.
• Não vacinados e/ou histórico vacinal desconhecido: uma dose de dTpa e 2 doses de dT no esquema 0 - 2 - 4 a 8 meses.
Hepatite A e BHepatite A: após avaliação sorológica ou em situações de exposição ou surtos.Duas doses, no esquema 0 - 6 meses.
Hepatite B: rotina.Três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.
Hepatite A e B: quando recomendadas as duas vacinas.Três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)Situações de risco aumentado.É considerado protegido o idoso que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas, ou que tenha seguramente desenvolvido as doenças.
Fonte: http://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao. Disponível em 09/04/2017.

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Vacinas

Frank_Macfarlane_Burnet
Frank Macfarlane Burnet

Vacinas

A clínica Auge fornece orientações e suporte no ato vacinal e pós-vacinal.

Vacinação de adultos e idosos

Em 1962, McFarland Burnett, um renomado cientista, afirmou, “Até o final da Segunda Guerra Mundial foi possível dizer que quase todos os principais problemas em lidar com as doenças infecciosas tinham sido resolvidos.”

Naquela época, sua declaração era lógica. Lógica porque as medidas de controle e prevenção tinham diminuído a incidência de doenças infecciosas, havia grande capacidade de continuar a identificar novos antibióticos para lidar com novos agentes, e o desenvolvimento de vacinas era satisfatório.

Programas de vacinação e educação para a saúde tornaram-se aliados importantes na redução da ocorrência de doenças infecciosas. Infelizmente, novos desafios apareceram com o passar do tempo e a afirmativa desse importante virologista australiano não se aplica ao momento atual. A resistência a antibióticos é uma “ameaça global” à saúde pública, em parte pelo uso indiscriminado de medicamentos.

História da vacinação

A história da vacinação começou há mais de mil anos. Quando a varíola apareceu na rota da seda, da China para a Turquia, surgiu a ideia de inocular pus de um doente numa pessoa saudável. Era arriscado, mas ao desenvolver sintomas benignos, a pessoa estava mais bem protegida da infecção fatal. O que se apelidou de variolização foi importado para o Ocidente no início do século XVIII.

Mas foi só em 1796, que um médico inglês, Edward Jenner, estabeleceu as primeiras bases científicas. Jenner inoculou o vírus da varíola bovina, retirado das pústulas de vacas doentes, em camponeses para protegê-los da doença. Utilizou o termo ‘variola vaccinae’, que significa literalmente, varíola das vacas e que mais tarde daria origem à palavra vacina.

Esta era a única vacina até chegar Louis Pasteur, 90 anos depois, já no final do século XIX, quando a primeira vacina contra a raiva foi testada por ele em 1885. Um rapaz mordido por um cão foi a primeira pessoa a sobreviver à doença.

E foi assim que hoje chegamos às inúmeras vacinas que nos protegem contra doenças infecciosas. Além de proteger contra doenças infecciosas potencialmente graves, elas auxiliam na prevenção de descompensação de doenças crônicas causadas por presença de doença infecciosa e, finalmente, melhoram a qualidade e a expectativa de vida. Saiba um pouco mais sobre importantes vacinas para adultos e idosos abaixo.

Vacinas

As vacinas são constituídas por vírus inativado, ou seja, não são capazes de infectar o paciente e causar infecção. A vacina trivalente contém três cepas influenza: dois subtipos de A (H1N1 e H3N2) e um subtipo B. A diferença entre as vacinas disponibilizadas na rede pública e privada é que nesta última há a presença de adjuvante, uma substância que aumenta a resposta à vacina, interessante para indivíduos com resposta imune deficiente. Vacinas quadrivalente terão as duas cepas A e duas cepas B, ao invés de uma.
A proteção após a vacina se inicia em duas semanas e dura um ano. Sua eficácia em jovens é de 70 a 90%, enquanto em idosos ela é de 60%. Um benefício da vacina contra influenza em idosos é a prevenção de pneumonia viral primária ou pneumonia bacteriana secundária, de hospitalização e morte.
A dose é anula, aplicada via subcutânea ou intramuscular. Reações leves como dor local ou sintomas gerais de mialgia, febre e mal-estar podem ocorrer e duram geralmente 48 horas. Reações graves são raras.
Infecções pneumocócicas são causadas pela bactéria Pneumococcus pneumoniae e incluem a pneumonia, a bacteremia e a meningite. A gravidade é crescente para essas formas clínicas e chega a 80% na meningite pneumocócica. As vacinas disponíveis para adultos são a polissacarídea 23-valente (VPP23) e a conjugada 13-valente (VPC13). A vacina VPP23 contém polissacarídeos de 23 sorotipos de pneumococos responsáveis por 90% das infecções invasivas. A vacina conjugada 13-valente recebe esse nome por conter uma proteína transportadora que potencializa e aumenta a duração da resposta imunológica, contribuindo para seu papel protetor contra a infecção pneumocócica invasiva e contra pneumonia bacteriana adquirida na comunidade. Tanto que o Comitê Assessor de Práticas de Imunizações recomenda que pessoas acima de 65 anos ou mais jovens mas imunossuprimidos recebam a vacinação com VCP13 seguida de uma dose da vacina polissacarídea. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda vacinar todas as pessoas acima de 60 anos com a VPC13 e com a VPP23 após seis meses. Para aqueles que receberam uma dose de VPP23, recomenda-se uma dose de VCP13 com intervalo mínimo de um ano após a VPP23. Após cinco anos da VPP23, é feito uma nova dose de reforço. Se o indivíduo já recebeu duas doses de VPP23, aguardar um ano da última dose e fazer a VCP13. Se a última dose de VPP23 for feita antes dos 65 anos está recomendada uma terceira dose após essa idade, respeitando-se cinco anos da última dose.
A via de administração é intramuscular. É muito bem tolerada, com alguns eventos locais como dor e vermelhidão podendo ocorrer transitoriamente. Pacientes com baixa contagem de plaquetas ou outro distúrbio de coagulação, ou em uso de anticoagulantes podem ser vacinados pela via subcutânea.
O herpes zóster é uma doença infecciosa dolorosa e desagradável, além de poder evoluir com uma complicação crônica – a neuropatia pós-herpética. Nessa situação, o quadro doloroso pode durar meses ou anos, e ser incontrolável. Estima-se que 10-20% da população venham a apresentar a doença e esse percentual pode chegar a 50% em idosos que atingem 85 anos. Além disso, o herpes zóster pode se relacionar a vasculopatias, como o infarto do miocárdio e eventos cerebrais.
A disponibilidade de vacinação contra o herpes zóster, portanto, é de extrema importância e está indicada para todas as pessoas acima de 60 anos segundo recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações, mesmo aquelas que já apresentaram a infecção. Nesse caso o intervalo mínimo para a vacinação é de seis meses, preferencialmente um ano.
É uma vacina de vírus vivo, aplicada em dose única, via subcutânea. Indivíduos infectados pelo HIV com contagem de células CD4+ acima de 200/mm3, pacientes em uso de baixas doses de corticoide (até 20 mg de prednisona ao dia) e doses usuais de metotrexato (até 20 mg semanais) podem receber a vacina. Para pacientes em uso de agentes biológicos a recomendação é suspender a medicação por pelo menos quatro meias vidas antes da vacinação. É recomendado suspender o ácido acetil salicílico (aspirina) seis semanas antes da vacina. Não é necessário checar a sorologia para herpes zóster antes da vacinação.
Cinco por cento da população mundial tem hepatite B crônica e 500 mil pessoas morrem todo anos por causa dessa infecção. Mudanças no comportamento e hábitos sexuais de pessoas com mais de 60 anos indicam a importância de se discutir a vacinação contra hepatite B na população idosa. A vacina contra hepatite B é composta por vírus inativado, aplicada por via intramuscular profunda na região deltoide. Não deve ser aplicada na região glútea, pois a adoção desse procedimento se associa com menor produção de anticorpos, pelo menos em adultos. A recomendação atual é a vacinação de rotina, no esquema de três doses – 0, 1 e 6 meses. Pacientes renais crônicos e imunossuprimidos a dose deve ser dobrada e em quatro aplicações, 0, 1, 2 e 6 meses.
Doença endêmica que em suas formas mais graves tem letalidade de 50%, estima-se ocorrerem anualmente 200 mil casos e 30 mil mortes.
Devem ser vacinadas todas as pessoas que vivem em áreas de risco, ou todos maiores de nove meses de idade que se dirigem para essas áreas. Em idosos, pelo relato de complicações viscerais fatais com a vacina, torna-se questionável vacinar pessoas acima de 60 anos, devendo-se considerar o risco-beneficio.
A vacina é fabricada no Brasil e contém a cepa 17DD, a mais comumente presente em vacinas no mundo. Apresenta alta imunogenicidade e oferece proteção prolongada. É aplicada via subcutânea, em dose de 0,5 ml. O reforço da segunda dose após dez anos deve ser feito em casos em que persista o risco.
Adiar a vacinação por duas semanas em pacientes que interromperam imunossupressor, quimioterápico ou radioterapia.

Referências

  1. Philip S Brachman. Infectious diseases—past, present, and future. J. Epidemiol. (2003) 32 (5): 684-686.
  2. Guia de vacinação Geriatria SBIm/SBGG 2104/2015.