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Meningite – aspectos clínicos e vacina

Meningite é a infecção ou inflamação aguda das meninges (membranas que recobrem o cérebro). É uma doença grave, potencialmente fatal, com sequelas frequentes nos sobreviventes.
A Meningite infecciosa pode ser causada por diversos agentes: bactérias, vírus e, mais raramente, por fungos, protozoários e outros parasitas.
Em casos de doenças em crianças menores de 5 anos de idade, os agentes causadores mais comuns são as bactérias Neisseria menigitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e Haemophilus influenzae tipo b.
Para a Meningite meningocócica (causada pela bactéria Neisseria menigitidis), cinco tipos (sorogrupos) de meningococo causam a maioria dos casos. São eles: A, B, C, W e Y. A doença é ainda mais grave quando atinge a corrente sanguínea, provocando meningococcemia (sepse ou infecção generalizada meningocócica).
No Brasil, a Meningite é considerada uma doença endêmica. Deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais.
Para a doença meningocócica (Meningite e/ou sepse causadas por meningococo), cerca de 1.500 a mais de 3 mil brasileiros são acometidos todos os anos.
Pessoas não vacinadas de qualquer idade são vulneráveis, porém o maior risco de adoecimento está entre as crianças menores de 05 (cinco) anos, especialmente as menores de 01 (um) ano de idade.
Na doença causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), além das crianças, os adolescentes e adultos jovens têm o risco de adoecimento aumentado em surtos.
Na meningite pneumocócica (causada pelo Streptococcus pneumoniae) idosos e indivíduos portadores de quadros crônicos ou de doenças imunossupressoras também apresentam maior risco de adoecimento.
Na Meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta), durante contato próximo ou demorado com o portador, especialmente entre pessoas que vivem na mesma casa.
Já na Meningite viral a transmissão fecal-oral é de grande importância, especialmente nas infecções por enterovírus.
Nos casos de Meningite bacteriana, os sintomas incluem início súbito de febre alta, dor de cabeça e rigidez do pescoço. Muitas vezes há outros sintomas, como mal-estar, náusea, vômitos, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Em casos mais graves, os sintomas incluem delírio, convulsões e coma.
Nas Meningites causadas por vírus, geralmente a evolução é mais branda e o prognóstico da doença é menos grave que na Meningite bacteriana.
Devido à gravidade e complexidade do quadro clínico, os casos suspeitos de Meningite exigem internação hospitalar. A investigação e o tratamento médico da Meningite variam conforme a apresentação de cada caso.
Sim, a maioria dos casos evoluem para cura. No entanto, é necessária assistência médica desde o início dos sintomas.
Sim. Alguns casos podem evoluir com sequelas como: surdez, cegueira, epilepsia, déficits neurológicos motores e cognitivos (com dificuldades de aprendizagem), amputação de membros (cerca de 10 a 20% dos sobreviventes), além de problemas comportamentais, dentre outras alterações.
Sim. Principalmente quando causada por bactérias, como por exemplo, a meningite meningocócica e a meningite pneumocócica.
Alguns casos são insidiosos, com sintomas mais brandos no início. Outros, no entanto, são fulminantes, levando ao óbito em poucas horas. Por isso, na suspeita de sintomas de Meningite, deve-se procurar atendimento médico com urgência.
A Meningite pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia.
A vacinação é a principal forma de prevenção das Meningites bacterianas.
A quimioprofilaxia medicamentosa é a administração de antibióticos para quem teve contato direto com pessoas doentes, de forma a reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Existem várias vacinas disponíveis no Brasil e o esquema vacinal poderá variar conforme o Calendário a ser seguido. As vacinas que previnem a Meningite e a Doença Meningocócica são:
- Vacina meningocócica C: Protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;
- Vacina meningocócica combinada ACWY: Além do sorogrupo C, a vacina tem proteção ampliada contra as Doenças Meningocócicas causadas pelos sorogrupos A, C, W e Y.
- Vacina meningocócica B: Protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo B.
- Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): Protege contra as doenças invasivas causadas por 10 sorogrupos da bactéria Streptococcus pneumoniae (penumococo), incluindo a Meningite.
- Vacina pneumocócica 13-valente (conjugada): Vacina pneumocócica com proteção ampliada. Protege contra as doenças invasivas causadas por 13 sorogrupos da bactéria Streptococcus pneumoniae (penumococo), incluindo a Meningite.
- Vacina Pentavalente: Protege contra as doenças invasivas causadas pela bactéria Haemophilus influenzae do tipo b, como a Meningite, e também contra as doenças Difteria, Tétano, Coqueluche e Hepatite B. O componente celular (célula morta, porém inteira) da bactéria Bordetella pertussis (causadora da Coqueluche) está associado a um índice maior de reação desta vacina, com sinais e sintomas mais intensos.
- Vacina Pentavalente Acelular: Protege contra as doenças invasivas causadas pela bactéria Haemophilus influenzae do tipo b, como a Meningite, e também contra as doenças Difteria, Tétano, Coqueluche e Poliomielite.
- Vacina Hexavalente Acelular: Semelhante à vacina Pentavalente Acelular, com a inclusão da proteção contra a Hepatite B.
A vacinação realizada no âmbito do SUS busca a prevenção das doenças mais prevalentes na comunidade ou com maior potencial de transmissão e surtos na população. O Ministério da Saúde, por meio de vigilância epidemiológica e ações de políticas públicas de saúde, é responsável por definir o Calendário de Vacinação do SUS, decidindo quais as vacinas serão oferecidas, bem como os grupos alvo específicos para cada uma delas. A vacinação realizada no SUS tem o objetivo de imunização coletiva, com o foco em saúde pública. A vacinação da rede privada é mais ampla, abrangendo todas as vacinas licenciadas no Brasil. Tem o objetivo de imunização do indivíduo, com o foco na proteção pessoal.
O SUS, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), oferece:
- Vacina Meningocócica C;
- Vacina Pneumocócica 10-valente;
- Vacina Pentavalente (componente celular).
A rede privada, conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), oferece as vacinas:
- Vacina Meningocócica combinada ACWY;
- Vacina Meningocócica B;
- Vacina Pneumocócica 13-valente;
- Vacina Pentavalente Acelular;
- Vacina Hexavalente Acelular.
Sim. Todas as vacinas licenciadas para uso no Brasil foram submetidas a diversas fases de pesquisa e avaliação, desde o processo inicial de desenvolvimento até a produção e a aplicação. A ocorrência de eventos adversos continua sendo monitorada mesmo após o licenciamento de cada vacina. A aprovação e regulação são realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de forma independente e por meio de critérios rígidos, garantindo a segurança.
As vacinas contra os tipos (sorogrupos) A, B, C, W e Y são seguras e com boa eficácia (em média, mais de 95% dos vacinados ficam protegidos).
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam, preferencialmente:
- Vacina meningocócica ACWY: Esquema vacinal inicial em crianças (2 ou 3 doses, conforme o fabricante), bem como para os reforços entre os 12 e 15 meses, entre os 4-6 anos e aos 11 anos de idade. Crianças acima de um ano e adolescentes não vacinados anteriormente também precisam se proteger com aplicações das vacinas Meningocócica ACWY. Apesar de mais raramente, adultos também podem adoecer e, para eles, essas vacinas estão recomendadas em situações de surtos ou viagens a locais de risco.
- Vacina Meningocócica B: Esquema vacinal inicial em crianças (3 doses), bem como para os reforços entre os 12 e 15 meses, de idade. Crianças acima de um ano e adolescentes não vacinados anteriormente também precisam se proteger com duas doses da vacina. Apesar de mais raramente, adultos também podem adoecer e, para eles, essa vacina está recomendada em situações de surtos ou viagens a locais de risco.
- Vacina Pneumocócica conjugada 13-valente: Está indicada para todas as crianças até 5 anos de idade, com o uso da vacina conjugada 13-valente, sempre que possível, pelo seu maior espectro de proteção em relação à vacina conjugada 10-valente. O esquema inicial é de três doses no primeiro ano (2, 4, e 6 meses) e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de vida. Crianças saudáveis com esquema completo com a vacina conjugada 10-valente podem receber uma dose adicional da vacina 13-valente, até os cinco anos de idade, com o intuito de ampliar a proteção para os sorotipos adicionais.
- Vacinação contra a bactéria Haemophilus influenzae do tipo b: Prevenção por meio das vacinas Pentavalente, Pentavalente Acelular ou Hexavalente Acelular, que também protegem contra outras doenças. A decisão sobre qual vacina a ser aplicada pode ser feita com orientação médica.
Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

Mais informações no site da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm.

  • Dr. Gustavo N. Cardoso - CRM-MG 45.787 - Médico de Família e Comunidade - RQE Nº 30816 / Geriatra - RQE Nº 42935 Médico graduado pela Faculdade de Medicina da UFMG. Especialista em Medicina de Família e Comunidade com Título pela SBMFC-AMB e Especialista em Geriatria com título pela SBGG-AMB. É Sócio-Diretor da Clínica AUGE.
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Referência bibliográfica:

https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm

http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites

Palestra sobre Diabetes na Copass

A convite da nossa parceira e conveniada COPASS, o Dr. Gustavo Cardoso, geriatra membro do corpo clínico da Clínica Auge, proferiu a palestra sobre “Diabetes”. Após a palestra, a clínica ofereceu aos presentes testes de Glicemia que foram realizados pela enfermeira da Auge, Ulliana Costa Nascimento.

DAV – Diretivas Antecipadas da Vontade

Você sabe o que são as Diretivas ANTECIPADAS DA VONTADE?

DIRETIVAS ANTECIPADAS DA VONTADE (DAV)

Recomendações da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

A Resolução 1.995/2012 do Conselho Federal de Medicina define as diretivas antecipadas de vontade como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade.

Desta forma, quando o indivíduo se encontrar incapaz de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, no momento das decisões sobre seus cuidados e tratamentos o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade ou as informações apresentadas por um representante designado por ele para tal fim.

O que é preciso para elaborar a DAV?

A pessoa deve estar lúcida e em pleno domínio da sua autonomia para decidir sobre tratamentos ou procedimentos médicos que deseja ou não receber.

Quando ele será utilizado?

Em situação de terminalidade da vida, no caso de já não ser capaz de expressar as suas vontades.

O DAV é um documento individual. Veja como a SBGG orienta sua elaboração:

  • Reflita sobre suas vontades e preferências.
  • Escolha uma pessoa de sua total confiança para ser o seu procurador de saúde. Converse com o seu médico. Considere as sugestões que ele apresentar.
  • As DAV são um documento individual. Por esse motivo, é importante registrar o que você deseja. Use as suas palavras para transmitir suas ideias. Um modelo pré-estabelecido não é o mais apropriado.
  • Não é necessário fazer o registro em cartório

Mais informações no CFM e na SBGG.

Fonte:

Artigo do Conselho Federal de Medicina

Documento da SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

 

Osteoporose

O que é a osteoporose?

Osteoporose é uma doença que pode atingir todos os ossos do corpo, tornando-os mais fracos e com maior risco de fraturas devido a pequenos traumas e quedas.

Quais os fatores de risco para osteoporose?

  • Idade avançada (pessoas com mais de 60 anos)
  • Sexo feminino (queda no nível hormonal pós-menopausa)
  • História prévia e familiar positiva de osteoporose e fraturas
  • Tabagismo e etilismo
  • Uso prolongado de medicamentos (ex: corticoide)
  • Baixo peso
  • Imobilização prolongada ou sedentarismo
  • Dieta pobre em cálcio
  • Baixa exposição ao sol

Quais os sinais e sintomas da osteoporose?

  • Dor crônica
  • Deformidades
  • Perda de independência
  • Depressão
  • Maior mortalidade
  • Achatamento das vértebras com encurvamento da coluna (“corcunda”) e redução da estatura da pessoa.

Como é feito o diagnóstico da osteoporose?

Além da história clínica e do exame físico, o exame mais adequado para o diagnóstico da osteoporose é a densitometria mineral óssea, que permite avaliar o estágio da doença e para acompanhar o tratamento.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, menor a chance de complicações graves como fraturas de punho, quadril / fêmur e coluna vertebral.

A osteoporose tem tratamento?

Sim. Além da suplementação de cálcio e vitamina D, existem vários medicamentos que podem ser prescritos pelo médico para o tratamento específico de quadros já estabelecidos de osteoporose.