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ABVD x AIVD – você sabe a diferença?

Existem vários conceitos usados no meio da geriatria e da gerontologia, que norteiam o cuidado com o idoso e servem de referência para determinar sua autonomia ou necessidade de cuidados.

Entre esses verbetes, selecionamos as ABVD’s (Atividades Básicas da Vida Diária) e as AIVD’s (Atividades Instrumentais da Vida Diária), que compõem as AVD’s (Atividades da Vida Diária. Veja abaixo os detalhes e descubra como seu familiar (ou você mesmo) desempenham essas funções.

ABVD – Atividades Básicas da Vida Diária

São as tarefas básicas de autocuidado. Elas incluem:

  • alimentar-se;
  • ir ao banheiro;
  • escolher a própria roupa;
  • arrumar-se e cuidar da higiene pessoal;
  • manter-se continente;
  • vestir-se;
  • tomar banho.

AIVD

São habilidades complexas necessárias para viver de maneira independente. Elas incluem:

  • gerenciar finanças;
  • lidar com transporte (dirigir ou usar transporte público);
  • fazer compras;
  • preparar refeições;
  • usar o telefone e outros aparelhos de comunicação;
  • gerenciar medicações;
  • realizar as tarefas domésticas.

Também existe a classificação de Atividades Avançadas da Vida Diária como trabalhar, viajar, organizar eventos ou executar atividades mais complexas e elaboradas.

O fato de envelhecermos em si não define que devamos abandonar essas tarefas. Mantenha o idoso envolvido por mais tempo possível nessas atividades, claro que sem comprometer sua segurança, pois são atividades que mantém a saúde física e mental.

DAV – Diretivas Antecipadas da Vontade

Você sabe o que são as Diretivas ANTECIPADAS DA VONTADE?

DIRETIVAS ANTECIPADAS DA VONTADE (DAV)

Recomendações da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

A Resolução 1.995/2012 do Conselho Federal de Medicina define as diretivas antecipadas de vontade como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade.

Desta forma, quando o indivíduo se encontrar incapaz de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, no momento das decisões sobre seus cuidados e tratamentos o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade ou as informações apresentadas por um representante designado por ele para tal fim.

O que é preciso para elaborar a DAV?

A pessoa deve estar lúcida e em pleno domínio da sua autonomia para decidir sobre tratamentos ou procedimentos médicos que deseja ou não receber.

Quando ele será utilizado?

Em situação de terminalidade da vida, no caso de já não ser capaz de expressar as suas vontades.

O DAV é um documento individual. Veja como a SBGG orienta sua elaboração:

  • Reflita sobre suas vontades e preferências.
  • Escolha uma pessoa de sua total confiança para ser o seu procurador de saúde. Converse com o seu médico. Considere as sugestões que ele apresentar.
  • As DAV são um documento individual. Por esse motivo, é importante registrar o que você deseja. Use as suas palavras para transmitir suas ideias. Um modelo pré-estabelecido não é o mais apropriado.
  • Não é necessário fazer o registro em cartório

Mais informações no CFM e na SBGG.

Fonte:

Artigo do Conselho Federal de Medicina

Documento da SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

 

Repelentes – dicas para a melhor escolha

Ação protetora de até:

  • 10 horas: repelentes contendo o princípio ativo Icaridina.
  • 6 horas: repelentes mais comuns, com DEET na fórmula.
  • 2 horas: repelentes infantis com DEET ou IR3535 na fórmula.

Repelentes naturais como citronela, andiroba e solução alcoólica com cravo têm rápida evaporação (proteção de 10 a 20 minutos).

Aplicar repelentes nas roupas, mosquiteiros e roupas de cama também é válido e o tempo de proteção é ainda maior.

Na medida do possível, escolha calçados fechados, calças e blusas de mangas compridas.

Casa Segura do Idoso

Uma casa segura para o idoso precisa seguir uma série de alterações. Essas adaptações contribuem para prevenir acidentes e lesões. Nem sempre percebemos a necessidades dessas mudanças, mas sempre é melhor prevenir do que remediar. Veja abaixo algumas orientações:


Quarto

  • As janelas devem permitir uma boa iluminação e ventilação do ambiente, sendo de fácil manuseio.
  • Tenha uma mesa de cabeceira para apoiar objetos como óculos, água, livros e chaves. Possua um telefone próximo contendo os números de emergência de fácil acesso.
  • O quarto deve possuir iluminação adequada a possibilitar a ida do idoso ao banheiro durante a noite.
  • A cama deve ter altura adequada ao idoso, facilitando o apoio dos dois pés no chão durante o sentar e o levantar.
  • Evite mudanças no ambiente e nos locais do mobiliário, isso ajuda a manter o idoso orientado e organizado, além de evitar quedas.

Banheiro

  • Utilize pisos antiderrapantes, tenha barras de apoio dentro do boxe e próximo ao vaso sanitário.
  • Recomenda-se que a altura do vaso sanitário esteja entre 43 e 45 cm, facilitando o sentar e o levantar.
  • Se possível, utilize um banco firme, feito de alvenaria ou fixado dentro do boxe, para que o idoso tome banho e se enxugue sentado.
  • Disponha de ambiente amplo, evite o uso de tapetes e demais obstáculos que possam causar quedas.

Cozinha

  • Evite objetos, fios e brinquedos no meio do caminho e prefira sempre um ambiente amplo e sem obstáculos.
  • Armários devem estar ao alcance dos braços do idoso (50 cm a 150 cm de altura), isso evitará a necessidade do uso de bancos ou escadas para alcançar os objetos.
  • Opte por bancadas e pias com altura que possibilite manusear a comida ou lavar as louças sentado (80 cm a 95 cm).

Sala

  • Priorize mesas e demais móveis com cantos arredondados, evitando lesões por atrito, uma vez que o idoso possui a pele mais sensível.
  • Caso o tapete seja indispensável, utilize um que possua antiderrapante para evitar quedas.
  • As portas devem ter uma largura mínima de 80 cm, para a passagem de andadores e cadeiras de rodas.
  • Evite as maçanetas arredondadas, prefira as em forma de alavanca.
  • Cadeiras e poltronas com braços oferecem maior apoio. Os assentos devem ter altura entre 45 a 50 cm, não devem ser muito baixos ou macios, para facilitar o sentar e levantar o idoso.
  • Os móveis devem estar firmes e bem fixos, caso o idoso necessite se apoiar neles.

Escada

  • Os degraus das escadas devem possuir fita antiderrapante, serem iluminados e bem sinalizados.
  • Deve-se ter corrimão dos dois lados, com início antes das escadas para melhor apoio.

O melhor profissional para orientar sobre as adaptações domésticas é o Terapeuta Ocupacional.

Fonte: CREFITO 11

O que é Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Estudos recentes demonstram que as alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais.

Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é uma doença neurológica, crônica e progressiva, resultante da degeneração das células situadas em uma região do cérebro conhecida como substância negra.

Elas são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.

A deficiência da dopamina provoca alterações funcionais em estruturas localizadas profundamente no cérebro, que estão envolvidas no controle dos movimentos, causando o aparecimento dos principais sinais e sintomas da doença, que são tremor, rigidez, bradicinesia (movimento lento) e alteração do equilíbrio.

Este conjunto de sinais e sintomas neurológicos é chamado de síndrome parkinsoniana ou parkinsonismo. Embora em 70% dos casos a principal causa seja a própria doença de Parkinson, doenças diferentes e fatores muito diversos podem produzir a síndrome, como o uso de drogas para vertigens, tonturas e doenças psiquiátricas e alguns remédios para hipertensão. É importante identificar estes casos, pois os sintomas são potencialmente reversíveis com a interrupção dos medicamentos que os causaram.

Não há cura conhecida para o Parkinson. O objetivo do tratamento é, prioritariamente, controlar os sintomas. Para isso, são usados basicamente medicamentos.