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Meningite – aspectos clínicos e vacina

Meningite é a infecção ou inflamação aguda das meninges (membranas que recobrem o cérebro). É uma doença grave, potencialmente fatal, com sequelas frequentes nos sobreviventes.
A Meningite infecciosa pode ser causada por diversos agentes: bactérias, vírus e, mais raramente, por fungos, protozoários e outros parasitas.
Em casos de doenças em crianças menores de 5 anos de idade, os agentes causadores mais comuns são as bactérias Neisseria menigitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo) e Haemophilus influenzae tipo b.
Para a Meningite meningocócica (causada pela bactéria Neisseria menigitidis), cinco tipos (sorogrupos) de meningococo causam a maioria dos casos. São eles: A, B, C, W e Y. A doença é ainda mais grave quando atinge a corrente sanguínea, provocando meningococcemia (sepse ou infecção generalizada meningocócica).
No Brasil, a Meningite é considerada uma doença endêmica. Deste modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais.
Para a doença meningocócica (Meningite e/ou sepse causadas por meningococo), cerca de 1.500 a mais de 3 mil brasileiros são acometidos todos os anos.
Pessoas não vacinadas de qualquer idade são vulneráveis, porém o maior risco de adoecimento está entre as crianças menores de 05 (cinco) anos, especialmente as menores de 01 (um) ano de idade.
Na doença causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), além das crianças, os adolescentes e adultos jovens têm o risco de adoecimento aumentado em surtos.
Na meningite pneumocócica (causada pelo Streptococcus pneumoniae) idosos e indivíduos portadores de quadros crônicos ou de doenças imunossupressoras também apresentam maior risco de adoecimento.
Na Meningite bacteriana, geralmente, a transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta), durante contato próximo ou demorado com o portador, especialmente entre pessoas que vivem na mesma casa.
Já na Meningite viral a transmissão fecal-oral é de grande importância, especialmente nas infecções por enterovírus.
Nos casos de Meningite bacteriana, os sintomas incluem início súbito de febre alta, dor de cabeça e rigidez do pescoço. Muitas vezes há outros sintomas, como mal-estar, náusea, vômitos, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Em casos mais graves, os sintomas incluem delírio, convulsões e coma.
Nas Meningites causadas por vírus, geralmente a evolução é mais branda e o prognóstico da doença é menos grave que na Meningite bacteriana.
Devido à gravidade e complexidade do quadro clínico, os casos suspeitos de Meningite exigem internação hospitalar. A investigação e o tratamento médico da Meningite variam conforme a apresentação de cada caso.
Sim, a maioria dos casos evoluem para cura. No entanto, é necessária assistência médica desde o início dos sintomas.
Sim. Alguns casos podem evoluir com sequelas como: surdez, cegueira, epilepsia, déficits neurológicos motores e cognitivos (com dificuldades de aprendizagem), amputação de membros (cerca de 10 a 20% dos sobreviventes), além de problemas comportamentais, dentre outras alterações.
Sim. Principalmente quando causada por bactérias, como por exemplo, a meningite meningocócica e a meningite pneumocócica.
Alguns casos são insidiosos, com sintomas mais brandos no início. Outros, no entanto, são fulminantes, levando ao óbito em poucas horas. Por isso, na suspeita de sintomas de Meningite, deve-se procurar atendimento médico com urgência.
A Meningite pode ser causada por diferentes agentes infecciosos. Para alguns destes, existem medidas de prevenção primária, tais como vacinas e quimioprofilaxia.
A vacinação é a principal forma de prevenção das Meningites bacterianas.
A quimioprofilaxia medicamentosa é a administração de antibióticos para quem teve contato direto com pessoas doentes, de forma a reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Existem várias vacinas disponíveis no Brasil e o esquema vacinal poderá variar conforme o Calendário a ser seguido. As vacinas que previnem a Meningite e a Doença Meningocócica são:
- Vacina meningocócica C: Protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo C;
- Vacina meningocócica combinada ACWY: Além do sorogrupo C, a vacina tem proteção ampliada contra as Doenças Meningocócicas causadas pelos sorogrupos A, C, W e Y.
- Vacina meningocócica B: Protege contra a Doença Meningocócica causada pelo sorogrupo B.
- Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): Protege contra as doenças invasivas causadas por 10 sorogrupos da bactéria Streptococcus pneumoniae (penumococo), incluindo a Meningite.
- Vacina pneumocócica 13-valente (conjugada): Vacina pneumocócica com proteção ampliada. Protege contra as doenças invasivas causadas por 13 sorogrupos da bactéria Streptococcus pneumoniae (penumococo), incluindo a Meningite.
- Vacina Pentavalente: Protege contra as doenças invasivas causadas pela bactéria Haemophilus influenzae do tipo b, como a Meningite, e também contra as doenças Difteria, Tétano, Coqueluche e Hepatite B. O componente celular (célula morta, porém inteira) da bactéria Bordetella pertussis (causadora da Coqueluche) está associado a um índice maior de reação desta vacina, com sinais e sintomas mais intensos.
- Vacina Pentavalente Acelular: Protege contra as doenças invasivas causadas pela bactéria Haemophilus influenzae do tipo b, como a Meningite, e também contra as doenças Difteria, Tétano, Coqueluche e Poliomielite.
- Vacina Hexavalente Acelular: Semelhante à vacina Pentavalente Acelular, com a inclusão da proteção contra a Hepatite B.
A vacinação realizada no âmbito do SUS busca a prevenção das doenças mais prevalentes na comunidade ou com maior potencial de transmissão e surtos na população. O Ministério da Saúde, por meio de vigilância epidemiológica e ações de políticas públicas de saúde, é responsável por definir o Calendário de Vacinação do SUS, decidindo quais as vacinas serão oferecidas, bem como os grupos alvo específicos para cada uma delas. A vacinação realizada no SUS tem o objetivo de imunização coletiva, com o foco em saúde pública. A vacinação da rede privada é mais ampla, abrangendo todas as vacinas licenciadas no Brasil. Tem o objetivo de imunização do indivíduo, com o foco na proteção pessoal.
O SUS, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), oferece:
- Vacina Meningocócica C;
- Vacina Pneumocócica 10-valente;
- Vacina Pentavalente (componente celular).
A rede privada, conforme as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), oferece as vacinas:
- Vacina Meningocócica combinada ACWY;
- Vacina Meningocócica B;
- Vacina Pneumocócica 13-valente;
- Vacina Pentavalente Acelular;
- Vacina Hexavalente Acelular.
Sim. Todas as vacinas licenciadas para uso no Brasil foram submetidas a diversas fases de pesquisa e avaliação, desde o processo inicial de desenvolvimento até a produção e a aplicação. A ocorrência de eventos adversos continua sendo monitorada mesmo após o licenciamento de cada vacina. A aprovação e regulação são realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de forma independente e por meio de critérios rígidos, garantindo a segurança.
As vacinas contra os tipos (sorogrupos) A, B, C, W e Y são seguras e com boa eficácia (em média, mais de 95% dos vacinados ficam protegidos).
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam, preferencialmente:
- Vacina meningocócica ACWY: Esquema vacinal inicial em crianças (2 ou 3 doses, conforme o fabricante), bem como para os reforços entre os 12 e 15 meses, entre os 4-6 anos e aos 11 anos de idade. Crianças acima de um ano e adolescentes não vacinados anteriormente também precisam se proteger com aplicações das vacinas Meningocócica ACWY. Apesar de mais raramente, adultos também podem adoecer e, para eles, essas vacinas estão recomendadas em situações de surtos ou viagens a locais de risco.
- Vacina Meningocócica B: Esquema vacinal inicial em crianças (3 doses), bem como para os reforços entre os 12 e 15 meses, de idade. Crianças acima de um ano e adolescentes não vacinados anteriormente também precisam se proteger com duas doses da vacina. Apesar de mais raramente, adultos também podem adoecer e, para eles, essa vacina está recomendada em situações de surtos ou viagens a locais de risco.
- Vacina Pneumocócica conjugada 13-valente: Está indicada para todas as crianças até 5 anos de idade, com o uso da vacina conjugada 13-valente, sempre que possível, pelo seu maior espectro de proteção em relação à vacina conjugada 10-valente. O esquema inicial é de três doses no primeiro ano (2, 4, e 6 meses) e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses de vida. Crianças saudáveis com esquema completo com a vacina conjugada 10-valente podem receber uma dose adicional da vacina 13-valente, até os cinco anos de idade, com o intuito de ampliar a proteção para os sorotipos adicionais.
- Vacinação contra a bactéria Haemophilus influenzae do tipo b: Prevenção por meio das vacinas Pentavalente, Pentavalente Acelular ou Hexavalente Acelular, que também protegem contra outras doenças. A decisão sobre qual vacina a ser aplicada pode ser feita com orientação médica.
Evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

Mais informações no site da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIm.

  • Dr. Gustavo N. Cardoso - CRM-MG 45.787 - Médico de Família e Comunidade - RQE Nº 30816 / Geriatra - RQE Nº 42935 Médico graduado pela Faculdade de Medicina da UFMG. Especialista em Medicina de Família e Comunidade com Título pela SBMFC-AMB e Especialista em Geriatria com título pela SBGG-AMB. É Sócio-Diretor da Clínica AUGE.
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Referência bibliográfica:

https://familia.sbim.org.br/doencas/88-doenca-meningococica-dm

http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21273g-DocCient-Calendario_Vacinacao_2018-set.pdf

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/meningites

Bronquiolite Viral Aguda

BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA

O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais causadores das infecções pulmonares entre crianças menores de 2 anos.

Grupo de risco: Bebês com menos de seis meses de idade são os mais acometidos, sendo que os prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e cardiopatas são a população de maior risco para desenvolver quadros mais graves.

Contágio: se dá através do contato íntimo de pessoas infectadas ou através de superfícies ou objetos contaminados.

Sintomas: respiração rápida, dificuldade para respirar, chiado no peito, falta de ar, tosse prolongada, cansaço, febre.

Sinais de gravidade: dificuldade para mamar, vômitos, respiração rápida – mais de 60x por minuto, pele azulada (especialmente lábios e unhas), sonolência. Procure ajuda médica imediata!

Tratamento: Até o momento não existem medicamentos capazes de combater o vírus responsável pela doença, o qual precisa ser eliminado naturalmente pelo organismo, o que pode levar entre 1 e 3 semanas. Recomenda-se manter a criança bem hidratada, oferecendo muita água e leite, manter o ambiente umidificado e realizar lavagem nasal com soro fisiológico frequentemente. É possível manter cuidados domiciliares na maioria dos casos, mas casos graves necessitam de hospitalização.

Prevenção:

  • Aleitamento materno
  • Evitar o contato com pessoas com sintomas gripais
  • Intensificar os cuidados de higiene pessoal, principalmente lavagem das mãos
  • Evitar locais com aglomeração de pessoas, inclusive creches, nos meses de maior incidência da doença (Março a Julho na região Sudeste)
  • Evitar exposição passiva ao fumo
  • Vacinar contra Influenza crianças entre 6 meses e 2 anos
  • Realizar imunização passiva (administração de anticorpos prontos = Palivizumabe) nas crianças dos grupos de risco para doença grave. Pelo SUS ou convênios: bebê até 2 anos com cardiopatia com repercussão ou pneumopatias crônicas; bebês até 1 ano que foram prematuros < 29 semanas. Iniciando um mês antes da sazonalidade, na região Sudeste = FEVEREIRO

synagis palivizumabe

Autora: Dra. Beatriz Adriane Rodrigues Gonçalves – CRM-MG 45.768 – Pediatra da Clínica Auge

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ABVD x AIVD – você sabe a diferença?

Existem vários conceitos usados no meio da geriatria e da gerontologia, que norteiam o cuidado com o idoso e servem de referência para determinar sua autonomia ou necessidade de cuidados.

Entre esses verbetes, selecionamos as ABVD’s (Atividades Básicas da Vida Diária) e as AIVD’s (Atividades Instrumentais da Vida Diária), que compõem as AVD’s (Atividades da Vida Diária. Veja abaixo os detalhes e descubra como seu familiar (ou você mesmo) desempenham essas funções.

ABVD – Atividades Básicas da Vida Diária

São as tarefas básicas de autocuidado. Elas incluem:

  • alimentar-se;
  • ir ao banheiro;
  • escolher a própria roupa;
  • arrumar-se e cuidar da higiene pessoal;
  • manter-se continente;
  • vestir-se;
  • tomar banho.

AIVD

São habilidades complexas necessárias para viver de maneira independente. Elas incluem:

  • gerenciar finanças;
  • lidar com transporte (dirigir ou usar transporte público);
  • fazer compras;
  • preparar refeições;
  • usar o telefone e outros aparelhos de comunicação;
  • gerenciar medicações;
  • realizar as tarefas domésticas.

Também existe a classificação de Atividades Avançadas da Vida Diária como trabalhar, viajar, organizar eventos ou executar atividades mais complexas e elaboradas.

O fato de envelhecermos em si não define que devamos abandonar essas tarefas. Mantenha o idoso envolvido por mais tempo possível nessas atividades, claro que sem comprometer sua segurança, pois são atividades que mantém a saúde física e mental.

DAV – Diretivas Antecipadas da Vontade

Você sabe o que são as Diretivas ANTECIPADAS DA VONTADE?

DIRETIVAS ANTECIPADAS DA VONTADE (DAV)

Recomendações da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

A Resolução 1.995/2012 do Conselho Federal de Medicina define as diretivas antecipadas de vontade como o conjunto de desejos, prévia e expressamente manifestados pelo paciente, sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, sua vontade.

Desta forma, quando o indivíduo se encontrar incapaz de comunicar-se, ou de expressar de maneira livre e independente suas vontades, no momento das decisões sobre seus cuidados e tratamentos o médico levará em consideração suas diretivas antecipadas de vontade ou as informações apresentadas por um representante designado por ele para tal fim.

O que é preciso para elaborar a DAV?

A pessoa deve estar lúcida e em pleno domínio da sua autonomia para decidir sobre tratamentos ou procedimentos médicos que deseja ou não receber.

Quando ele será utilizado?

Em situação de terminalidade da vida, no caso de já não ser capaz de expressar as suas vontades.

O DAV é um documento individual. Veja como a SBGG orienta sua elaboração:

  • Reflita sobre suas vontades e preferências.
  • Escolha uma pessoa de sua total confiança para ser o seu procurador de saúde. Converse com o seu médico. Considere as sugestões que ele apresentar.
  • As DAV são um documento individual. Por esse motivo, é importante registrar o que você deseja. Use as suas palavras para transmitir suas ideias. Um modelo pré-estabelecido não é o mais apropriado.
  • Não é necessário fazer o registro em cartório

Mais informações no CFM e na SBGG.

Fonte:

Artigo do Conselho Federal de Medicina

Documento da SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

 

Aprenda a identificar o motivo do choro do bebê

Entrevista concedida pela pediatra da Clínica Auge, a Doutora Beatriz Adriane Rodrigues Gonçalves – CRM 45.768, ao Programa DE TUDO UM POUCO, da Rede Super de Televisão, em 03 de maio de 2018. Confira no video e a transcrição abaixo.

Pergunta:  A primeira reação dos pais quando o bebê chora é o tampão. Mas é preciso ter aquela sensibilidade, pegar… não é doutora?

Dra. Beatriz: Eu acho que o mais importante é os pais terem em mente que o choro é um mecanismo de comunicação do bebê. O bebê não tem outro meio de se expressar. Então ele se comunica pelo choro. Nem todo choro é uma coisa ruim necessariamente. É só jeito do bebê dizer que ele está com algum incômodo, com algum problema e ele precisa de alguma demanda.

Pergunta: Como faz quando o pai e a mãe do bebê são surdos?

Dra. Beatriz: Os surdos desenvolvem outros mecanismos de percepção.

Pergunta: Por que é tão difícil para muitos pais lidarem com o choro. É a questão emocional, é o cansaço, a tensão, a preocupação?

Dra. Beatriz: No choro, os pais ficam preocupados da criança estar com algum problema grave, de ser alguma coisa que possa trazer consequências para a criança. Eu acho que o pai e mãe têm que ter essa tranquilidade. Todo bebê chora, vai chorar. É o que ele faz de melhor.

Pergunta: tanto que é a vitalidade dele é medida pela força do choro. É apgar?

Dra. Beatriz: Apgar é um dos quesitos, se o choro é forte.

Pergunta: e se chorar franquinho?

Dra. Beatriz: Se chorar fraquinho ele perde uns pontinhos no apgar.

Pergunta: o choro indica vida.

Dra. Beatriz: Sim, exatamente, indica que ele está com força, respiração de qualidade.

Pergunta: O pai pensa que o menino está com frio e embrulha o menino. Pode ser o contrário, não é?

Dra. Beatriz: Sim, uma das causas do choro pode ser o incômodo da criança com o excesso de roupa, o calor. Muitos pais acham que tem que embrulhar demais porque o neném sente mais frio. Realmente o neném tem uma diferença de controle térmico para o adulto, ele precisa de um pouco mais de aquecimento. Mas não demais, porque o excesso de roupa, o calor pode ser um mecanismo para o choro.

Pergunta: E sobre o desconforto?

Dra. Beatriz: Existem vários motivos para o desconforto. Essa questão que você citou do excesso de roupa, empacotar demais. Parece uma camisa de força. Então uma das coisas para acalmar o neném que está contido é embrulhar, não é apertar demais. Se ele estiver muito apertado, ou roupa com alguma coisa que possa machucar. Outro motivo de desconforto é a fralda suja, porque arde o bumbum do bebê. Qualquer coisa que traga desconforto ao bebê vai gerar um choro mais irritadinho.

Pergunta: Outro motivo de choro é a fome.

Dra. Beatriz: Essa é uma grande controvérsia. Principalmente nos primeiros dias quando o neném nasce, a mãe às vezes está iniciando a produção de leite, o neném chora mais e os pais ficam desesperados, e com razão, mas eu volto a dizer tem que ter tranquilidade, nesse momento o neném vai ter mais choro por causa de fome até o leite descer. Ou em outros momentos mesmo do dia-a-dia, quando saber que o bebê está com fome ou não… se o neném mama e se sente saciado, ele vai dormir, vai ficar tranquilo. O neném que mama e  chora pode ser que o leite não esteja sendo suficiente, não seja adequado na amamentação e é preciso intervir de alguma forma. Quando está chegando a hora do neném mamar, ou então o neném que mama e não está se sentindo saciado.

Pergunta: normalmente é um choro mais agudo.

Dra. Beatriz: É um choro mais estridente. E às vezes o neném leva a mão na boca, fica jogando o rosto no ombro do pai, da mãe, do examinador.

Pergunta: quanto a essa questão da fome, se não houver uma prescrição médica é necessário que durante a madrugada ofereça à criança o mamar, a mamadeira?

Dra. Beatriz: vai depender um pouco da idade da criança. O neném novinho ele precisa ser amamentado com uma frequência maior, porque ele não tem tanto controle da glicemia, da energia que ele está trocando. então quanto mais o neném for novo, mas ele vai ter que ser amamentado. Conforme ele vai crescendo, esses espaços entre as mamadas vão aumentando, mas é normal o neném o precisar mamar de madrugada, até mais ou menos os seis meses. Depois que começa a introdução alimentar, isso melhora um pouco. Isso é muito variável de neném para neném. tem alguns nenens que já dormem quase a noite toda desde muito cedo, dois ou três meses. Alguns neném vão acordar duas, três vezes à noite. Isso também é muito individual. É esperado que o neném já comece a dormir um pouco mais de horas depois do terceiro mês. Mas pelo menos uma mamada da madrugada acaba precisando de acontecer.

Pergunta: outro motivo do choro dos bebês que é o sono.

Dra. Beatriz: O neném, quanto mais novinho, maior a necessidade de sono. O neném novinho às vezes dorme cerca de 15 horas por dia. O neném às vezes está muito estimulado, saiu e acabou não tendo aquele soninho da tarde. Acaba ficando muito irritado. E é um sono mais irritado, você vê que o bebê está muito irritadinho, às vezes brigando com o sono, e chora. Às vezes é um paradoxo, porque às vezes ele fica com sono e tão irritado que não consegue dormir.

Pergunta: O próximo motivo de choro é o frio ou o calor.

Dra. Beatriz: O neném tem uma necessidade de ser um pouco mais agasalhado. Ele tem o controle térmico pior do que o adulto. Ele perde mais calor facilmente. Então ele realmente precisa de um pouco mais de agasalho do que uma criança maior ou o adulto. Mas como eu sempre falo com as mães, é como se fosse uma camada a mais do que você está usando. Então se você está com friozinho, você está com uma blusa de manga fina, você põe um body mais grossinho no neném. Ou então se está muito calor e você está com camiseta, você vai botar 3 macacões no neném mais o cobertor? Não tem jeito. Então tem que ser bem adequado com o clima.

Pergunta: no calor, e nós vivemos em um país tropical, a própria fralda já esquenta.

Dra. Beatriz: Sim. A questão do frio, como o neném esfria mais rápido, às vezes de pois do banho você deita o neném e ele fica com as extremidades mais frias, mais geladinho, então ele pode estar com frio. Ficar atento porque às vezes pode ser só isso, você agasalha e ele para de chorar.

Pergunta: E não é uma questão duradoura, é para resolver aquele problema da hora. Tem que ter aquela sensibilidade de que já esquentou, vou tirar. Senão fica com calor e vêm as brotoejas.

Dra. Beatriz: Sim, claro, são as miliares, mais conhecidas como brotoejas, em que saem aquelas bolinhas. Normalmente no rostinho, mas pode dar no corpinho todo. Às vezes é por excesso de paninhos, está muito empacotado. A miliar é a obstrução da glândula do suor, e então o neném está suando demais, está muito calor e começa a dar aquele monte de pontinhos na face normalmente. Às vezes melhora só de você parar de empacotar tanto a criança.

Pergunta: mito ou verdade: o bebê começa a soluçar. Aí falam que é porque ele está com frio e agasalha o menino.

Dra. Beatriz: A gente vê muito isso, às vezes quando está trocando a roupinha ou pós banho, e começa a soluçar. Mas não é associado cientificamente a estar com frio, mas é uma coisa que notamos muito mesmo.

Pergunta: mais um motivo de choro é a necessidade de contato. O afeto.

Dra. Beatriz: A criança tem duas fases mais críticas nessa questão do contato. Nos primeiros meses, porque o neném acabou de sair do útero e estava ali quentinho, aconchegado, escurinho, próprio para dormir. Então ele perdeu isso. Então o neném nos primeiros meses precisa muito de contato, principalmente materno. Ouvir a voz, sentir o cheiro, porque a visão é menos desenvolvida, o neném não enxerga tão bem e ele precisa desses outros meios de entender e perceber a mãe, principalmente a mãe e depois o mundo. Então esse comecinho é muito importante. Hoje temos ouvido muito das mães, está muito na moda, nesses blogs, que colo vicia. Já recebi vários questionamentos nesse sentido no consultório. “Eu tenho que deixar ele chorar? Me falaram que colo vicia.” Não gente, colo é uma necessidade básica do bebê. Principalmente do bebê novinho. É uma fase tão sensacional para perder. Para o neném sentir que ele está sendo cuidado. A outra fase também crítica nisso é por volta dos 7, 8 meses, em que começa a ter a angústia de separação, em que o bebê começa a perceber que ele e a mãe são duas entidades diferentes e eles podem ser separados. Então o bebê começa a perceber que ele pode ficar para trás com outra pessoa, ficar em casa e a mãe sair. Quando o neném percebe que a mãe está saindo de perto, ele tem aquele pânico, aquele desespero. Então tem essa questão também.

Vacina contra a Gripe

A gripe é uma infecção viral respiratória aguda e altamente contagiosa, que pode afetar pessoas de qualquer idade.

A Clínica AUGE disponibiliza para você a vacina TETRAVALENTE contra a Gripe. Essa versão protege contra a gripe causada principalmente por 4 cepas de vírus:

  • Cepa A – H1N1
  • Cepa A – H3N2
  • Cepa B – Victoria
  • Cepa B – Yamagata

PRINCIPAIS SINTOMAS

Atenção para febres de início súbito e tosse, que são diferenciais de resfriado comum. Estão presentes também outros sintomas:

  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular e nas articulações
  • Coriza
  • Mal-estar intenso
  • Diarréia e vômito: mais comum nas crianças.
  • Tosse geralmente seca

FORMAS DE INFECÇÃO:

A gripe é contagiosa e facilmente transmitida de pessoa para pessoa:

  • Contato com gotículas de saliva do indivíduo infectado quando este TOSSE ou ESPIRRA.
  • Contato próximo com uma pessoa ou superfície contaminada.

COMO PREVENIR:

Repelentes – dicas para a melhor escolha

Ação protetora de até:

  • 10 horas: repelentes contendo o princípio ativo Icaridina.
  • 6 horas: repelentes mais comuns, com DEET na fórmula.
  • 2 horas: repelentes infantis com DEET ou IR3535 na fórmula.

Repelentes naturais como citronela, andiroba e solução alcoólica com cravo têm rápida evaporação (proteção de 10 a 20 minutos).

Aplicar repelentes nas roupas, mosquiteiros e roupas de cama também é válido e o tempo de proteção é ainda maior.

Na medida do possível, escolha calçados fechados, calças e blusas de mangas compridas.

Conscientização do HPV

  • Mulheres vacinam entre 9 e 45 anos
  • Homens vacinam entre 9 e 26 anos
  • Não existe tratamento para eliminar o vírus. Tratam-se os sintomas.
  • Transmitido por contato direto com a pele ou mucosa infectada.
  • 13 tipos de vírus do HPV podem causar câncer. Além do câncer no colo do útero, também na vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.
  • Transmissão por via sexual (oral, genital, anal ou manual)

Casa Segura da Criança

Uma casa segura para a criança precisa seguir uma série de alterações. Essas adaptações contribuem para prevenir acidentes com nossos pequenos. Nem sempre percebemos a necessidades dessas mudanças, mas sempre é melhor prevenir do que remediar. Veja abaixo algumas orientações:


BANHEIRO

  • Tranque a porta do banheiro ou mantenha a tampa do vaso sanitário sempre fechada.
  • Nunca deixe a criança na banheira sozinha!
  • Evite queimaduras testando a temperatura da água antes do banho.
  • Mantenha medicamentos, vitaminas e outros produtos que possam causar intoxicação trancados.
  • Utensílios afiados, lâminas de barbear, tesouras e secadores de cabelo devem ficar fora do alcance das crianças.

QUARTO

  • Evite camas ou outros móveis perto da janela. A criança pode escalar.
  • Brinquedos, travesseiros e lençóis dentro do berço podem causar sufocações.
  • Escolha os brinquedos considerando a idade e a habilidade da criança. Procure pelo selo do Inmetro.
  • Usa beliche? Crianças menores de 6 anos devem ficar na parte de baixo, ou instale grades laterais.

GARAGEM

  • Evite que as crianças brinquem na garagem. Não é um lugar seguro!
  • Na hora de manobrar o carro, confira se não há crianças por perto.
  • Sempre tranque o carro e deixe as chaves longe do alcance das crianças. Elas podem ficar presas no carro, ou soltar o freio de mão e sofrer um acidente.

COZINHA

  • No fogão, vire os cabos das panelas para trás e dê preferência para as bocas de trás.
  • Guarde facas, vidros, louças, sacos plásticos, fósforos e álcool fora do alcance das crianças.
  • Não use toalha comprida na mesa. Ao se apoiarem, podem puxá-la e os objetos que estiverem em cima da mesa cairão sobre a criança.

SALA

  • Piso escorregadio = risco de queda! Retire os tapetes ou coloque antiderrapantes.
  • Use portão de segurança no topo e na base das escadas. Se ela for aberta, instale redes de proteção.
  • Use rede de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos.
  • Use tampas ou fita isolante para proteger as tomadas elétricas. Não deixe fios desencapados.
  • Não deixe objetos pequenos no piso. A criança leva quase tudo que encontra à boca.
  • Cortinas ou persianas com cordas podem trazer risco de acidente.
  • Cuidado com as quinas. Escolha móveis com quinas arredondadas ou use protetor.
  • Móveis distantes de janelas ou cortinas, para que a criança não os utilize para escalar.

PISCINA

  • Piscinas infantis devem ser guardadas vazias após o uso, e longe do alcance das crianças.
  • Um adulto sempre deve supervisionar a criança quando esta estiver nadando.
  • A piscina deve estar cercada por obstáculo de no mínimo 1,5 metros e com portões com cadeados ou trava de segurança.

LAVANDERIA

  • Baldes e bacias devem ficar virados para baixo e longe do alcance das crianças.
  • Plantas: na hora de comprar, verifique se não é venenosa ou apresenta algum risco.
  • Produtos de limpeza guardados em lugar alto e fechado.
  • Mantenha os produtos de limpeza na embalagem original, para não confundir a criança. Ela pode pensar que é suco ou refrigerante.

Casa Segura do Idoso

Uma casa segura para o idoso precisa seguir uma série de alterações. Essas adaptações contribuem para prevenir acidentes e lesões. Nem sempre percebemos a necessidades dessas mudanças, mas sempre é melhor prevenir do que remediar. Veja abaixo algumas orientações:


Quarto

  • As janelas devem permitir uma boa iluminação e ventilação do ambiente, sendo de fácil manuseio.
  • Tenha uma mesa de cabeceira para apoiar objetos como óculos, água, livros e chaves. Possua um telefone próximo contendo os números de emergência de fácil acesso.
  • O quarto deve possuir iluminação adequada a possibilitar a ida do idoso ao banheiro durante a noite.
  • A cama deve ter altura adequada ao idoso, facilitando o apoio dos dois pés no chão durante o sentar e o levantar.
  • Evite mudanças no ambiente e nos locais do mobiliário, isso ajuda a manter o idoso orientado e organizado, além de evitar quedas.

Banheiro

  • Utilize pisos antiderrapantes, tenha barras de apoio dentro do boxe e próximo ao vaso sanitário.
  • Recomenda-se que a altura do vaso sanitário esteja entre 43 e 45 cm, facilitando o sentar e o levantar.
  • Se possível, utilize um banco firme, feito de alvenaria ou fixado dentro do boxe, para que o idoso tome banho e se enxugue sentado.
  • Disponha de ambiente amplo, evite o uso de tapetes e demais obstáculos que possam causar quedas.

Cozinha

  • Evite objetos, fios e brinquedos no meio do caminho e prefira sempre um ambiente amplo e sem obstáculos.
  • Armários devem estar ao alcance dos braços do idoso (50 cm a 150 cm de altura), isso evitará a necessidade do uso de bancos ou escadas para alcançar os objetos.
  • Opte por bancadas e pias com altura que possibilite manusear a comida ou lavar as louças sentado (80 cm a 95 cm).

Sala

  • Priorize mesas e demais móveis com cantos arredondados, evitando lesões por atrito, uma vez que o idoso possui a pele mais sensível.
  • Caso o tapete seja indispensável, utilize um que possua antiderrapante para evitar quedas.
  • As portas devem ter uma largura mínima de 80 cm, para a passagem de andadores e cadeiras de rodas.
  • Evite as maçanetas arredondadas, prefira as em forma de alavanca.
  • Cadeiras e poltronas com braços oferecem maior apoio. Os assentos devem ter altura entre 45 a 50 cm, não devem ser muito baixos ou macios, para facilitar o sentar e levantar o idoso.
  • Os móveis devem estar firmes e bem fixos, caso o idoso necessite se apoiar neles.

Escada

  • Os degraus das escadas devem possuir fita antiderrapante, serem iluminados e bem sinalizados.
  • Deve-se ter corrimão dos dois lados, com início antes das escadas para melhor apoio.

O melhor profissional para orientar sobre as adaptações domésticas é o Terapeuta Ocupacional.

Fonte: CREFITO 11