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Vacinação e Doação de Sangue: conheça as restrições

Acabei de vacinar e gostaria de doar sangue: quanto tempo devo esperar para doar sangue? Posso vacinar e doar?

Vacinar não impede que você doe sangue, mas a doação de sangue não pode acontecer imediatamente após a vacinação. Você dever observar um prazo para procurar um hemocentro. Existem algumas restrições para a doação de sangue das pessoas que se vacinaram. Essas restrições levam em conta a forma de produção da vacina, gerando períodos diferentes de espera para doar o sangue.

  • As vacinas produzidas com microorganismos mortos impedem a doação por curtos períodos, menores em comparação aos indivíduos vacinas com microorganismos vivos atenuados (enfraquecidos). Existe a possibilidade de ocorrência de reações adversas nos dias seguintes à sua aplicação, podendo também gerar reações cruzadas nos exames sorológicos realizados no sangue doado.
  • As vacinas elaboradas com microorganismos vivos atenuados (enfraquecidos) não causam doença em pessoas sadias. Porém, se a pessoa que receber o sangue estiver debilitada (quimioterapia, grandes doses de corticóides, por exemplo) ou com doenças graves como o câncer, esses microorganismos mesmo enfraquecidos podem levar à doença à qual imunizam. O tempo de inaptidão para a doação sanguínea é maior. O doador deve então já ter eliminado todos os microorganismos presente na vacinação para estar apto para a doação.

Veja abaixo uma tabela indicando os prazos de inaptidão à doação de sangue gerado pelas vacinas:

NOME DA VACINA
PRAZO DE INAPTIDÃO À DOAÇÃO DE SANGUE
Antirrábica profilática
48 hrs
Brucelose
48 hrs
Cólera
48 hrs
Coqueluxe
48 hrs
Difteria
48 hrs
Febre Tifóide injetável
48 hrs
Gripe Influenza (vírus inativado)
48 hrs
Gripe Suína (influenza a H1N1 - vírus inativado)
Obs: vacina trivalente em geral - combinada com outras cepas de influenza)
48 hrs
Haemophilus influenziae
48 hrs
Hepatite A
48 hrs
Hepatite B recombinante
48 hrs
HPV
48 hrs
Leptospirose
48 hrs
Meningite
48 hrs
Peste
48 hrs
Pneumococo
48 hrs
Polio (Salk)
48 hrs
Tétano
48 hrs
BCG
4 semanas
Caxumba
4 semanas
Dengue
4 semanas
Febre Amarela
4 semanas
Febre Tifóide Oral
4 semanas
Gripe Influenza (vírus atenuado)
4 semanas
Gripe Suína (influenza a H1N1 - vírus atenuado)
Obs: vacina trivalente em geral - combinada com outras cepas de influenza)
4 semanas
Pólio (Sabin)
4 semanas
Rotavírus
4 semanas
Rubeola
4 semanas
Sarampo
4 semanas
Varicela
4 semanas
Imunoterapia Passiva Heteróloga (soros de origem animal: antiofídico, antitetânico, antiescorpiônico, etc)
4 semanas
Imunoterapia Passiva Homóloga (soros de origem humana)
após 1 ano
Antirrábica após exposição a risco
após 1 ano
Hepatite B derivada de plasma
após 1 ano
Vacinas derivadas de plasma humano
após 1 ano
Vacinas experimentais
após 1 ano do término do protocolo
Varíola4 semanas e após queda espontânea da crosta. Se candidato retirou crosta, aguardar 2 meses. Na presença de complicações, aguardar 14 dias após resolução. Contatos que desenvolveram lesões cutâneas devem aguardar queda espontânea da crosta. Se retiraram crosta, aguardar 3 meses a partir da vacinação do indivíduo índice. Se a data for desconhecida, mas puder ter ocorrido dentro de 3 meses, aguardar 2 meses a partir da avaliação.

Fonte: Site HEMOMINAS MG

A arte de ser avó (Rachel de Queiroz)

A Arte de Ser Avó

Rachel de Queiroz

Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo…

Quarenta anos, quarenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto – mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.

E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avó, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…

No entanto – no entanto! – nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente, ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha”, e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Já a avó, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer roquetes, tomar café – café! -, mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com o lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó, e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna…

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: “Vó!”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade…

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque “ninguém” se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague…

(O brasileiro perplexo, 1964.)

Sobre a autora: Rachel de Queiroz

Vacinação – perguntas frequentes

Em entrevista ao blog Auge, um dos especialistas da Clínica Auge, o Dr. Leonardo Vinícius de Andrade (CRM-MG 54.599), esclarece as principais dúvidas sobre a vacinação, fala sobre os efeitos adversos e sua opinião sobre o papel das redes sociais na divulgação de informações médicas.

Quais foram os impactos para a saúde pública da imunização sistemática?

Além da diminuição da mortalidade infantil, sobrevida maior da população, diminuição de índice de algumas doenças antes incuráveis, as vacinas são responsáveis pelo controle de doenças epidêmicas graves, reduzindo um número de mortes e incapacidades. O desenvolvimento tecnológico aumentou a eficácia dos produtos com menor taxa de efeito adverso. As vacinas hoje têm muito menos efeitos adversos do que antigamente. Eventos adversos graves são raramente encontrados, cuja associação causal com a aplicação da vacina na grande maioria das vezes é de difícil correlação. Então, é uma correlação explícita.

Quais são os benefícios da vacinação para a população quando realizada dentro das indicações médicas?

Entre os principais benefícios, podemos citar: a diminuição do índice de mortalidade; o aumento da sobrevida, diminuição da mortalidade infantil; a diminuição de algumas doenças crônicas incapacitantes; e a proteção de barreira (os vacinados protegem o restante da população não vacinada de algumas doenças).

E quais são os riscos de não seguir essas indicações?

Os riscos da criança, adolescente ou adulto desenvolverem uma complicação séria em função da vacina são muito menores do que as pessoas contraírem a doença. Não tem nem comparação. Isso não é só uma percepção pessoal minha, isso é comprovado cientificamente.

Os efeitos colaterais das vacinas contra indicam sua utilização?

Os efeitos colaterais das vacinas são infinitamente inferiores aos benefícios dela. Hoje algumas clínicas já dão suporte pós vacinal a essas reações. O acesso ao médico é importante para evitar eventuais complicações pós vacinais.

A concentração de vacinas na primeira infância pode trazer algum risco?

Não tem riscos. Os calendário vacinais são protocolados de forma segura para garantir maior benefício em detrimento aos riscos.

Têm surgido alguns movimentos contra vacinação no mundo. Como você vê esse posicionamento?

Não se vacinar ou impedir que as crianças, os adolescentes e os idosos se vacinem pode causar enormes problemas para a saúde pública como surgimento de doenças graves ou retorno de agravos em forma epidêmica, como a poliomelite, a rubéola, o sarampo, entre outros.

Muitas campanhas antivacina são fomentadas por não especialistas, a partir das redes sociais. Você considera que o excesso de informação está prejudicando a desconfiança do público quanto à importância da vacinação?

Eu vejo as redes sociais como uma forma positiva para alertar pais, filhos e idosos sobre a vacinação. Acho que as pessoas estão cada vez mais conscientes sobre a necessidade de vacinação. A meu ver o movimento antivacina é um modismo de uma porcentagem pequena da população.

Quais os riscos individuais e para a saúde pública dos movimentos antivacina?

Os maiores riscos são o ressurgimento de doenças antes controladas, colocando a população em risco. Uma população que muitas vezes não têm como escolher, como as crianças.

Que fontes de informação você indica sobre o tema?

Primeiro, a orientação médica é sempre importante. Depois, existem os calendários da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) e os sites das sociedades médicas: Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Sociedade Brasileira de Clínica Médica como fontes de informação.

Quais são as perspectivas sobre o desenvolvimento das vacinas?

O mercado cada vez se atenta mais para o surgimento de novas vacinas. Recentemente tivemos o surgimento da vacina contra Herpes zóster, e contra a Dengue, que é mais recente. E já existem estudos para o desenvolvimento de vacinas para outras doenças.

Quais são as ações / contribuições da Clínica Auge nesse processo da vacinação?

Além da orientação individual dos médicos que atuam na clínica Auge com seus pacientes, prestamos boas informações em mídias sociais, no site com informações como calendário vacinal, reações adversas e o benefício das vacinas. E a instalação de clínicas de vacinação no interior, que é um programa nosso para descentralizar as clínicas de vacina e ampliar o acesso.

Ficou mais alguma dúvida? Envie abaixo e em breve nossos especialistas responderão aqui no Blog.

  • Dr. Leonardo Vinícius de Andrade - CRM-MG 54.599 / RQE 36.957 Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2011.
    Especialização em Geriatria pelo Instituto Jenny de Andrade Faria, Hospital das Clínicas da UFMG.
    Geriatra titulado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia
    Responsável Técnico da Clínica AUGE.
    Áreas de atuação:
    Clínica Médica
    Geriatria
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Frio x Calor Humano: BH mobilizada

Belo Horizonte vem enfrentando uma onda de frio que há muito não se via. Há 42 anos os termômetros não marcavam 6,1ºC, com sensação térmica de -9ºC. As pessoas de baixa renda ou os moradores de rua são especialmente atingidos, por não terem condições de adquirirem agasalhos e cobertores.

Várias instituições de Belo Horizonte estão realizando arrecadações. Veja abaixo uma lista com algumas delas:

ASSOCIAÇÃO MÉDICA DE MINAS GERAIS: https://ammg.org.br/?noticia=ammg-inicia-campanha-do-agasalho

ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE: http://arquidiocesebh.org.br/noticias/ajude-acolhida-solidaria-dom-luciano-participe-da-campanha-do-agasalho

REDE HOTELEIRA DE BH: http://pgcrhotelaria.com.br

SERVAS: http://www.servas.org.br/novidades/servas-reabre-hoje-a-campanha-calorhumano/

HOSPITAL DAS CLÍNICAS: http://www.hc.fm.usp.br/index.php?option=com_content&view=article&id=573:campanha-do-agasalho-e-sucesso-no-ichc&catid=75