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Imunização: o que é – tipos – história

 

O que é imunização?

Imunizar é o ato de adquirir proteção imunológica contra uma doença infecciosa. Objetiva aumentar nossa resisência contra infecções.

Os meios de imunização são a vacina, imunoglobulina ou soro de anticorpos.

 

Tipos de imunização

  • Imunidade ativa: são induzidas pela vacina, que ao ser administrada induz uma resposta biológica do nosso corpo com a produção de anticorpos específicos ao mesmo micro-organismo que foi administrado, protegendo contra futuras infecções. A duração da vacinação é de muitos anos ou até mesmo a vida toda. Também adquirimos imunidade antiva quando contraímos uma doença e respondemos com anticorpos.
  • Imunidade passiva: enquanto na ativa é administrado o mesmo micro-organismo que se pretende a imunização, a passiva induz a proteção com a administração de anticorpos contra uma infecção particular. Ela é rápida e eficiente, mas é temporária, durando em média poucas semanas e meses. Como exemplo temos a amamentação (ver abaixo) e a transfusão de sangue, pois o sangue contém anticorpos.
  • Imunoglobulina: nesse tipo, os anticorpos são colhidos diretamente do ser humano, a imunização. Se colhidos dos animais, é chamado de soro.

 

História da imunização

A vacinação é uma técnica milenar.

Muitos povos perceberam que quem havia sofrido um ataque de varíola não voltavam a contrair a doença. Assim, começaram a provocar a varíola de uma forma mais branda. Essa técnica remonta aos chineses, recebendo o nome de variolização. Foi utilizada em diversos povos da África e da Ásia (hindus, egípcios, persas, circassianos, georgianos, árabes). Em seguida, a variolização chegou à América, através dos jesuítas no Brasil (inocularam os índios) e nos Estados Unidos, durante uma epidemia em Boston (1721).

Porém, 2% dos inoculados morriam (e muitos desenvolviam formas graves da doença), o que fez a técnica sofrer uma oposição ferrenha na Europa. Isso fez com que fosse suspensa em vários locais.

A primeira vacina foi desenvolvida por Edward Jenner (1796), um médico inglês que observou que muitas pessoas que trabalham com ordenha e tinham se contaminado com cowpox, uma doença de gado semelhante à varíola. eram imunes à vacina. Jenner enfrentou várias resistências. A classe médica e os variolizadores fizeram ferrenha oposição (inclusive por grupos religiosos, pois viam um risco da degeneração da raça humana pela contaminação com material bovino).

Mas em pouco tempo a vacina conquisotu a Inglaterra. Em 1799 foi criado o priemiro instituto vacinico em Londres. Em 1802, a família real incentivo a fundação da Sociedade Real Jenneriana para a Extinção da Varíola.

Logo a descoberta se espalhou pelo mundo. Napoleão imunizou seu exército, a marinha Britânica adotou a vacinação e se popularizou nos Estados Unidos quando o presidente Thomas Jefferson foi vacinado (1801).

Em Portugal chegou em 1799, e D. Pedro foi inoculado. Em 1804 foi trazido para o Brasil.

Mesmo assim a vacinação sofria muita oposição. Para muitas pessoas causava repulsa. Mas apesar da repulsa, aos poucos a vacinação foi se generalizando, pois foi administrada sob pressão governamental.

Saiba mais em http://www.ccms.saude.gov.br/revolta/pdf/m7.pdf

 

Curiosidade

A amamentação é um exemplo de imunidade passiva natural, pois os anticorpos da mãe são passadas para o feto através do leite (ou da placenta, durante a gestação). Essa passagem ocorre nos dois últimos meses de gestação, proporcionando uma boa imunidade à criança durante seu primeiro ano de vida.

Pneumonia tem vacina!

PNEUMONIA

A pneumonia é uma doença que afeta principalmente os alvéolos (microscópicos sacos de ar), sendo uma doença inflamatória do pulmão.

No século XIX, a pneumonia foi a causa de muitas mortes, sendo considerada por William Osler a “capitã da morte dos homens”. Porém, no século XX, mesmo com a pneumonia sendo uma das principais causas de morte, obteve-se melhores resultados sobre a sobrevivência com as vacinas e antibióticos,

Estão mais suscetíveis à pneumonia as populações do terceiro mundo, os idosos, os muito jovens e os doentes crônicos.

pneumonia
Alvéolos normais e afetados por pneumonia

Sintomas

  • Febre de 39 a 40 graus.
  • Sintomas no peito
  • Falta de espaço aéreo (respiração curta e rápida)
  • Tosse seca ou produtiva (catarro amarelo ou esverdeado)
  • Dores no peito ou no tórax
  • Dispnéia (dificuldade de respirar)
  • Diarréias, vômitos, náuseas
  • Fadiga
  • Alteração da pressão arterial, frequência cardíaca elevada
  • Calafrios
  • Confusão mental

Causa

Geralmente, a penumonia é causada por uma infecção, através dos seguintes agentes infecciosos:

  • Bactérias
  • Vírus
  • Fungos
  • Parasitas

Fatores de risco

  • Diabetes
  • Ar-condicionado – o ar seco facilita a infecção por vírus e bactérias
  • Álcool – afeta o sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório
  • Tabagismo – provoca reação inflamatória, facilitando a presença de agentes infecciosos
  • Mudanças bruscas de temperatura
  • Envelhecimento – a capacidade de defesa do organismo reduz gradativamente a partir dos 50 anos

Diagnóstico

  • Raios-X de tórax (PA e perfil)
  • Exame de escarro.

Prevenção

A vacinação, junto com medidas ambientais e o tratamento de outras doenças,  é uma forma de prevenir alguns tipos de pneumonia

Vacinação

As vacinas são uma forma eficaz de prevenir certas pneumonias virais e bacterianas em adultos e crianças.

  • Vacina contra a gripe: é recomendado a vacinação durante os surtos da gripe, pois são eficazes contra influenza A e B.
  • Vacinação contra Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae é indicada para diminuir a incidência em crianças e também em adultos, que adquirem as infecções das crianças.

Tratamento

Dependendo da causa da pneumonia, escolhe-se o tratamento adequado. A pneumonia bacteriana é tratada por antibióticos, e deve-se consultar o médico para avaliação.

Para as pneumonias virais, tratam-se os sintomas. Nas pneumonias causadas por fungos, o tratamento é através de antimicrobianos específicos.

A melhora costuma ocorrer entre 3 a 4 dias, no tratamento com base no antibiótico nas pneumonias bacterianas.

Internação

A internação pode ser necessária se:

  • A pessoa for idosa
  • Febre alta
  • Presença de alterações clínicas decorrentes da pneumonia (comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, além de dificuldade respiratória).